Qual o limite da utilização de novas tecnologias na sala de aula? Estas tecnologias incluem ou excluem os alunos? Cabe uma análise detalhada na hora da escolha dos métodos e ferramentas a serem adotados levando em consideração o objetivo a ser alcançado. As metaforas de Thornburg discutidas pelo prof. Ângelo nos remetem ao uso de metáforas para associar formas de interação e comunicação. São quatro: Fogueira, que nos remete aos contos de uma pessoa reconhecida em volta da fogueira; Poço d água: Lugar onde as pessoas se encontravam para trocar informações; Caverna: Lugar onde o indivíduo registrava suas anotações pessoais e seu íntimo através de seus hieróglifos e finalmente a Vida que seriam estratégias para a sobrevivência da espécie.

Em tempos de WEB 2.0 entre outras tantas tecnologias de interação podemos associar a Fogueira a sites web estáticos, jornais e periódicos. O Poço d água seria associado aos fóruns e lista de discussões. A Caverna aos blogs e microblogs. Finalmente a Vida seria associada aos sites de relacionamento, interatividade social, e simuladores.

Pensando em modelos para uso da tecnologia em sala de aula podemos utilizar, por exemplo, ao ensinarmos sobre tribos indígenas com crianças, o Google Maps para localizar as tribos e desenvolver sentidos de direção e localização. As possibilidades de interações são muitas, pensando sobre a metáfora da Vida poderíamos ter até aulas de orientação sexual utilizando o software parecido com o Second Life, que entretanto é voltado para o público adulto pois permite o relacionamento sexual entre seus avatares (usuários). Pena que o programa da Ultraworld indica que não é recomendado para menores de 18 anos, talvez com razão. Alias, em tempos de preocupação com o uso de camisinha, fica a pergunta: será que é possível a utilização de camisinha virtual, ou só um bom antivírus basta?

Luiz Maia


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